quinta-feira, 6 de junho de 2013

O mestre da tática!

A época terminou há bem pouco tempo e agora já sem descontos, penaltis e ou promoções, frontalmente, há que tecer algumas considerações.

O Benfica teve tudo na mão e deitou tudo a perder.

É um facto, consumado, testemunhado por todos, não há volta a dar a isto. Claro que o argumentário de cada um, enquanto adepto ou sócio será diferenciado, não fosse o velho ditado, também aqui, uma prática reiterada muito assertiva, ou seja, cada cabeça sua sentença.

Portanto, se deitou tudo a perder e se aconteceu da forma testemunhada, tem que haver responsáveis, e certamente que os há, direta e indiretamente.

Eu, aponto dois diretos, Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus. Um é presidente, outro é treinador. Cada macaco no seu galho, mas será de acordo geral, que ambos são os principais culpados por esta época de “sonho”!
O Presidente, que tem gozado de uma hegemonia, com píncaros de Otomano, na realidade, comparado ao Treinador, tem quantos títulos? Poucos…muito poucos para o peixe que tão bem vende na Benfica Tv e noutros menos conhecidos meios de comunicação social. Para mim é pouco. Não é estar a pô-lo em causa, é estar assim a pedir-lhe resultados. Mas isso, infelizmente, não há. Tem algo a seu favor, o Benfica voltou a ser Benfica com ele…mais que não seja na ilusão causada aos adeptos.

O Jorge Jesus, é um excelente treinador, a equipa com ele, atingiu algo que não atingia há uns anos, conseguiu feitos históricos, elevou o bom nome do clube às altas esferas do futebol europeu, mas…e títulos? Taças da Liga, meus caros, não consolam a nação benfiquista. Para mim não é pouco, é pouquíssimo. Irrisório mesmo. E mais, para quem tanto dinheiro ganha por ano, nem o misero campeonato ganho, o safa do meu descrédito.

Refuto a nossa falta de humildade com o provincialismo português, nós somos todos assim, uns cagarolas, seja no futebol, seja nas miúdas, passando pelo trânsito, sejamos sócios ou adeptos de que clube for, somos os maiores. E que alguém ouse insinuar o contrário.

Tínhamos obrigação de fazer mais, aliás, mais não, muitíssimo mais. Tínhamos obrigação, dada a realidade das competições em disputa, de ter ganho as três.

Mas não fomos capazes. Não fomos equipa suficiente, não fomos e ponto final parágrafo.

Digam o que disserem, eu, por defeito, não me contento com segundos lugar ou medalhas de prata.
Só por isto o Jorge Jesus, devia ele próprio, ter tomado a iniciativa de demitir-se. Mas não o fez. Teria muito mais a ganhar se fosse demitido…

Não só por isto, mas também, devia o Presidente do Benfica, ter demitido o treinador. Toda a gente tem direito a uma segunda oportunidade, mas esse cartucho foi gasto esta época, porque não me esqueci da época passada…e não há duas sem três, como bem assistimos à muito pouco tempo.

Claro que, ao demitir JJ, o Benfica tinha muito dinheiro a desembolsar, algo que, sejamos sinceros, não dá jeito nenhum.

Quanto a mim não havia fórmula para a continuidade, mas quem sou eu?

Imaginem aqueles que o defendem que, só a título de exemplo, até dezembro, a Liga dos Campeões está despachada e a Taça de Portugal está eliminada dos objetivos da época, devido aos maus resultados…
Como será? Todos sabemos a resposta.

Quanto aos indiretos, temos alguns jogadores. E são indiretos porque apenas cumprem as orientações do mestre da tática, e se assim é, não podem ser responsáveis diretos, ainda que tiveram contributos diretos que influenciaram resultados finais.

Mas há alguns que têm de sair e penso não ser difícil perceber as saídas de Carlos Martins, Melgarejo e outros do mesmo calibre…mediano.

Para ti, caro Cardozo, deixo-te duas frases simples, a primeira:
- Obrigado!
A segunda, mais elaborada, mas com uma mensagem minimalista também:
- Pena não lhe teres acertado!


PS: Um muito e enorme OBRIGADO ao Pablo Aimar. 

Sem comentários:

Enviar um comentário