quarta-feira, 12 de junho de 2013

A dança dos cadeirões



Muda a época, e nesta em especial, a dança dos cadeirões (dos que ganham, ou tem hipótese de o fazer) foi muito interessante, sobretudo porque as conquistas são o que menos parece  importar, senão vejamos:
O treinador da estrutura bicampeã nacional foi pregar para uma outra freguesia, algures na Arábia Saudita. Mal-amado, teve em todos os outros desafios nacionais e internacionais uma prestação no mínimo medíocre. Como lá para cima, a misericórdia é uma santa casa que não faz milagres, arranjou-se sem apelo nem agravo uma outra solução que me parece bem melhor. Paulo Fonseca, por muita simpatia que já lhe tenha tido, desejo-lhe o maior insucesso nesta fase da sua carreira. Gostaria, que ao invés do que acontece na política, não se deixasse corromper.  
O Senhor Jorge Jesus, em quatro temporadas, venceu 4 títulos oficiais (em 20 possíveis). Foi campeão logo na primeira época e venceu três taças da liga. Qualificou-se apenas para uma final da Taça de Portugal, e perdeu. Também perdeu a única Supertaça que disputou. Falhou por duas vezes a qualificação para a segunda fase da Liga dos Campeões. Foi eliminado pelo Braga, numa meia-final da Liga Europa. Foi humilhado em Liverpool para a mesma competição. Na época transata ficou à beira de conquistar tudo e acabou sem nada. Não vou esquecer aquela noite de Outono, onde tive de encaixar 5.
A sua falta de ambição, que muitos apelidam de falta de sorte, é alicerçada numa estrutura incompetente do ponto de vista desportivo, escudada num Presidente que é associado de todos os clubes que algum dia lhe poderiam dar o prestígio que os pneus nunca lhe dariam. O Senhor Jesus é um ótimo técnico. Obteve de alguns dos seus jogadores um rendimento impar, que os levou a outros voos e salários, o que fortaleceu os cofres do Clube. Pôs a equipa a jogar um futebol magnífico, que enche todos os Benfiquistas de orgulho e mata de inveja os outros. Mas não chega! Um Clube como o Benfica vive de títulos. Com uma outra estrutura, estou certo que o panorama seria diferente. Lamento que os meus consócios tenham elegido para dirigir os nossos destinos um “analfabruto”, desprovido de qualquer ambição e espirito desportivo, que conta como espólio mais gafes (inúmeras) do que títulos (6 em 12 anos). Já que não se demite, e era bom que o fizesse, devia ter iniciado um novo ciclo, com caras novas, outra atitude e mentalidade, de preferência vencedora.
Peseiro não me surpreende, Jesualdo também não. Aguardo com expetativa o novo sporting de Carvalho/ Jardim. Tenho muita pena do Paços de Costinha/ Maniche.
Desejo as maiores felicidades ao Belenenses, que espero que se mantenha sem as habituais jogadas da secretaria.
Aguardo ansiosamente pela nova e rocambolesca novela do futebol português: -“ Boavista. O regresso da família Loureiro.”
Até para a semana,
Pedro Maldito

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