Muda a época, e nesta em
especial, a dança dos cadeirões (dos que ganham, ou tem hipótese de o fazer)
foi muito interessante, sobretudo porque as conquistas são o que menos parece importar, senão vejamos:
O treinador da estrutura bicampeã nacional foi
pregar para uma outra freguesia, algures na Arábia Saudita. Mal-amado, teve em
todos os outros desafios nacionais e internacionais uma prestação no mínimo medíocre.
Como lá para cima, a misericórdia é uma santa casa que não faz milagres, arranjou-se
sem apelo nem agravo uma outra solução que me parece bem melhor. Paulo Fonseca,
por muita simpatia que já lhe tenha tido, desejo-lhe o maior insucesso nesta
fase da sua carreira. Gostaria, que ao invés do que acontece na política, não
se deixasse corromper.
O Senhor Jorge
Jesus, em quatro temporadas, venceu 4 títulos oficiais (em 20 possíveis). Foi campeão
logo na primeira época e venceu três taças da liga. Qualificou-se apenas para
uma final da Taça de Portugal, e perdeu. Também perdeu a única Supertaça que
disputou. Falhou por duas vezes a qualificação para a segunda fase da Liga dos
Campeões. Foi eliminado pelo Braga, numa meia-final da Liga Europa. Foi
humilhado em Liverpool para a mesma competição. Na época transata ficou à beira
de conquistar tudo e acabou sem nada. Não vou esquecer aquela noite de Outono,
onde tive de encaixar 5.
A sua falta de
ambição, que muitos apelidam de falta de sorte, é alicerçada numa estrutura incompetente
do ponto de vista desportivo, escudada num Presidente que é associado de todos
os clubes que algum dia lhe poderiam dar o prestígio que os pneus nunca lhe dariam.
O Senhor Jesus é um ótimo técnico. Obteve de alguns dos seus jogadores um
rendimento impar, que os levou a outros voos e salários, o que fortaleceu os
cofres do Clube. Pôs a equipa a jogar um futebol magnífico, que enche todos os
Benfiquistas de orgulho e mata de inveja os outros. Mas não chega! Um Clube
como o Benfica vive de títulos. Com uma outra estrutura, estou certo que o
panorama seria diferente. Lamento que os meus consócios tenham elegido para
dirigir os nossos destinos um “analfabruto”, desprovido de qualquer ambição e espirito
desportivo, que conta como espólio mais gafes (inúmeras) do que títulos (6 em
12 anos). Já que não se demite, e era bom que o fizesse, devia ter iniciado um
novo ciclo, com caras novas, outra atitude e mentalidade, de preferência vencedora.
Peseiro não me
surpreende, Jesualdo também não. Aguardo com expetativa o novo sporting de
Carvalho/ Jardim. Tenho muita pena do Paços de Costinha/ Maniche.
Desejo as
maiores felicidades ao Belenenses, que espero que se mantenha sem as habituais
jogadas da secretaria.
Aguardo ansiosamente
pela nova e rocambolesca novela do futebol português: -“ Boavista. O regresso
da família Loureiro.”
Até para a
semana,
Pedro Maldito
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